Tem cheiro de…

Você já pensou por que vinho geralmente tem cheiro de tudo menos de uva? A resposta está em substâncias que têm estrutura molecular igual, ou seja, algo que está presente em uma flor ou um vegetal e também em algum composto do vinho. Pirazina, por exemplo, é a responsável pelos aromas de pimentão verde e grama cortada. O diacetil é a substância por trás do cheiro de manteiga. O geraniol é o que dá aquela sensação de buquê de flores para a bebida e a vanilina é o princípio ativo da baunilha, que dá aquele toque de pudim de leite a alguns rótulos. Curiosamente, a tal substância responsável pelo cheio de uva, o antranilato de metila, aparece em quantidades baixíssimas na Vitis vinífera, a espécie que faz vinhos finos, mas é abundante naquele tipo de uva usada para fazer vinho de garrafão. (Fonte: Dossiê Vinhos, Revista SuperInteressante).

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Sabores da França | Bordeaux

Bordeaux é uma das regiões vinícolas mais célebres do mundo. As condições geográficas e climáticas, perfeitas para o cultivo de cepas como as clássicas Cabernet Sauvignon e Merlot, e séculos de tradição e aprendizado sobre vinhos, resultam em rótulos espetaculares. Aqui duas sugestões de vinhos trazidos pela Porto a Porto ao Brasil. Veja também esse link do blog Vinho sem Segredo, com informações valiosas sobre a região.

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Château Moulin de Bel-Air 2012

Esse é um Cru Borgeois de Bordeaux, classificação da região de Médoc que indica alta qualidade, produzido por Robert Giraud. Combinação de Cabernet Sauvignon (50%) e Merlot (50%), é um vinho bastante gastronômico, com taninos presentes e ótimo equilíbrio.

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Château Haura 2011 (fala-se orrá)

Um tinto da região de Graves, produzido por Denis Dubourdieu. Vinho complexo, com bom corpo e estrutura, boa adstringência e taninos elegantes. Combinação de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot, passou 12 meses em barrica de carvalho.

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Jerez: Bodegas Rey Fernando de Castilla

Foi na Andaluzia que nasceu a vinicultura na Espanha e é de lá que vem o vinho da DO Jerez. Produzido há mais de 2000 mil anos em um processo único de corte em etapas que mistura vinhos velhos e novos em uma rede de barris conhecida como sistema solera, o vinho de Jerez é elaborado com as uvas Palomino Fino, Pedro Ximénez e Moscatel. Esses vinhos fortificados são possíveis em função da quantidade de cal que existe no solo (chamado albariza) e das condições climáticas que caracterizam o sul da Espanha. Desde meados dos anos 1990, na União Europeia, o termo sherry, antes empregado para vários vinhos fortificados, só pode ser aplicado aos oriundos da DO Jerez – que variam do mais delicado e pálido Manzanilla ao profundamente negro, opaco e doce Pedro Ximénez. As importadoras Porto a Porto e Casa Flora trazem ao Brasil os produtos da Bodegas Rey Fernando de Castilla. Confira:

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Jerez Fino Fernando de Castilla.

Fino Fernando de Castilla

Elaborado em Jerez de la Frontera, com a uva Palomino, é fortificado e submetido ao sistema de soleras e criaderas. Passa 5 anos em barricas e tem graduação alcoólica de 15%. A cor é palha, apresenta aromas pungentes, porém suaves, e em boca é seco, agradável e ligeiro. Harmoniza com embutidos, como o Jamon Ibérico, frutos secos, azeitonas, mariscos e peixes. Deve ser servido bem gelado a 8º C.

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Cream Classic Fernando de Castilla.

Cream Classic Fernando de Castilla

Elaborado na região de Jerez de la Frontera, leva em sua composição 90% de Palomino e 10% Pedro Ximénez. A partir de um Oloroso tradicional de Jerez, incorpora-se uma quantidade de Pedro Ximénez para seguir o envelhecimento em carvalho e o tradicional sistema de solera e criadeiras até o engarrafamento. Estagia em barricas por 8 anos. A graduação alcoólica é de 17,5%. Apresenta aromas adocicados, com notas de frutos secos. Em boca, é doce. Harmoniza com queijos, frutas secas e castanhas. Recomenda-se servir entre 12 e 16º C.

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Pedro Ximénez Fernando de Castilla.

Pedro Ximénez Fernando de Castilla

Produzido em Jerez de la Frontera, 100% com a uva Pedro Ximénez. Passa 8 anos em barrica pelo sistema solera e criadera e possui graduação alcoólica de 15%. De cor escura, possui aromas de uvas passas e, em boca, é muito doce. Harmoniza com queijos fortes, chocolate e sorvete de baunilha. Recomenda-se servir entre 12 e 16º C.

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Brandy Solera Reserva.

Brandy Solera Reserva

Os brandies são elaborados a partir da destilação de vinhos brancos selecionados. Iniciam o seu processo de envelhecimento em barricas novas de carvalho americano e, por fim, para adquirir uma maior suavidade, passam um longo período em barricas que já foram usadas pelos melhores vinhos de Jerez. Produzido em Jerez de la Frontera, 100% com a uva Airén. Envelhecimento de 5 anos em barrica no sistema soleras e criaderas. Possui aromas frutados e tostados e em boca é suave e equilibrado. Possui graduação alcoólica de 36% e harmoniza com chocolates e charutos. Deve ser servido em temperatura ambiente e conservado em local seco e fresco.

 

Bodegas Rey Fernando de Castilla

Fundada em 1972, por Dom Fernando Andrada-Vanderwilde, recebeu seu nome em honra ao Rei Fernando de Castilla (“o Santo”), que conquistou boa parte da Andaluzia no século XIII, além de ser o responsável pela descoberta das qualidades excepcionais de solo e clima para produção dos vinhos de Jerez. A empresa é uma das mais tradicionais na produção desse estilo de vinho. Jan Pettersen, ao lado de outros investidores, adquiriu a Bodega em 2000.

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Dia do Homem: Marquês de Borba

 

 

 

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Dia 15 de julho comemora-se no Brasil o Dia do Homem. A data, instituída na década de 1990, pretende chamar a atenção para assuntos relacionados à saúde masculina. Como os benefícios do vinho para a saúde são cientificamente comprovados, nossa sugestão para brindar esse dia é o tinto Marquês de Borba 2013. Vinho português da região do Alentejo, produzido por João Portugal Ramos, é elaborado com as uvas Alicante Bouschet, Aragonez, Trincadeira e Touriga Nacional. Apresenta excelente concentração aromática e, em boca, sobressaem-se os aromas de amoras. Seus taninos são suaves e possui bom equilíbrio entre fruta, acidez e taninos, resultado do estágio em pipas de carvalho de segundo uso. Acompanha carnes vermelhas, massas com molho intenso, queijos maturados, posta de bacalhau, risoto com carne de cordeiro e bife à parmegiana. A graduação alcoólica é de 14%.

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Dia da Pizza – 30 anos

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Há 30 anos comemora-se o Dia da Pizza no Brasil!

O dia 10 de julho foi instituído no Brasil, desde 1985, como o Dia da Pizza. Não é que nós, brasileiros com muita afinidade com a cultura italiana, precisamos de um dia oficial para se deliciar com a redonda, mas a existência dessa data é um motivo a mais para celebrarmos em torno da mesa. Afinal, quando o assunto é gastronomia, é uma delícia quando tudo acaba em pizza.

As origens de um disco de massa com molho de tomate assado no forno divide opiniões: uns acreditam que a ideia foi dos egípcios e outros afirmam que foi dos gregos. De qualquer maneira, nos primórdios a pizza não era bonita, nem crocante, nem saia do forno com fumacinha como acontece hoje em dia; naquela época, ela parecia um pão sírio sem cobertura. Eis que a receita chegou à Itália via Nápoles e os italianos acrescentaram tomate, mozarela e azeite de oliva. E, enfim, a pizza ganhou o mundo.

Para comemorar esses 30 anos de Dia da Pizza, nosso consultor Flávio Bin harmonizou vinhos da Porto a Porto com três sabores clássicos: Margherita, Portuguesa e Calabresa.

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Branco chileno de Sauvignon Blanc: um dos indicados para harmonizar com a Margherita.

A história conta que a Margherita foi criada para comemorar a unificação da Itália e batizada assim em homenagem à rainha Margherita – os ingredientes são as cores da bandeira do país. Para harmonizar, escolha um vinho branco com boa acidez, que vai combinar com a acidez do tomate e o frescor do manjericão. Temos três sugestões: Cefiro Sauvignon Blanc (vinho chileno, elaborado no famoso Vale de Casablanca); Tons de Duorum branco (português feito com as castas Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel) e Velante Pinot Grigio IGT (do produtor italiano Bertani, feito 100% com a uva Pinot Grigio).

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Para a Portuguesa, espumante brut da Bairrada.

Apesar do nome, a Portuguesa é brasileiríssima. Dizem que os imigrantes italianos às vezes levavam suas pizzas para assar nos fornos das padarias dos portugueses, daí o nome e a fama. Harmonizar vinho aqui é um desafio, já que presunto, ovo, cebola e azeitona não são ingredientes lá muito amigáveis. Mesmo assim, temos duas sugestões: o espumante Bairrada Brut (português elaborado com a uva Maria Gomes) ou o vinho branco Marquês de Borba (alentejano elaborado com as uvas Arinto, Robo de Ovelha e Roupeiro).

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Para a Calabresa, o tinto MT Ribeira del Duero.

Já a ideia de tornar a Calabresa o ingrediente principal é dos norte-americanos. A dica do sommelier para a harmonização é um vinho tinto de corpo médio. Nossa aposta é o tinto MT Ribera del Duero 2013, 100% Tempranillo, que amadurece por cinco meses em barricas de carvalho (70% francesa e 30% americana). Em boca, é seco, frutado e com taninos finos, resultando em um vinho muito equilibrado.

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Portugueses Duorum recebem excelentes pontuações de Parker

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Importadoras Porto a Porto e Casa Flora comemoram as notas recebidas pela publicação de Robert Parker. 

A edição de junho da revista Wine Advocate, a publicação mais famosa do mundo do vinho, editada por Robert Parker, trouxe um artigo sobre vinhos portugueses e mais de cem rótulos avaliados. Entre eles estão quatro vinhos Duourum, projeto dos renomados enólogos João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco, na região do Douro, trazidos ao Brasil pela Porto a Porto e Casa Flora. São eles: Duorum Vintage Port 2011, com 94 pontos; Duorum O. Leucura Cota 400 Reserva 2008, com 93 pontos; Duorum Reserva Old Vines 2011, com 93 pontos e Duorum O. Leucura Cota 200 Reserva 2008, com 92 pontos. Abaixo um resumo das notas de degustação do crítico da Wine Advocate para vinhos portugueses, Mark Squires.

Duorum Vintage Port 2011, com 94 pontos;

Essa safra foi engarrafada em 2013 e é um blend de vinhas velhas com 110 gramas por litro de açúcar residual. Após decantá-lo por três horas, o vinho mostrou-se perfeitamente balanceado, com textura sensual e saborosa. O conselho de Mark Squires: guarde até 2030 para obter ainda melhores resultados.

O Leucura Cota 400 2008

Duorum O. Leucura Cota 400 Reserva 2008, com 93 pontos;

Esse vinho é um blend de vinhas velhas de vinhedos localizados a 400 metros de altitude. É envelhecido em barricas de carvalho francês por 24 meses (70% novo e 30% de segundo ou terceiro uso) e possui graduação alcoólica de 14%. Ele é mais encorpado que o O.Leucura Cota 200 e seus aromas são mais intensos. O degustador acredita que com o tempo, vai adquirir ainda mais elegância e complexidade.

Reserva Old Vines 2011

Duorum Reserva Old Vines 2011 com 93 pontos;

É um blend de Touriga Nacional de Touriga Franca, que estagia 18 meses em barris de carvalho francês (70% novos e o restante de segundo e terceiro uso). Em muitos aspectos é um clássico de 2011, escreve Mark Squires. Trata-se de um vinho que não é tão fácil de entender em um primeiro momento, apesar de ter boa concentração, balanceado e com uma persistência surpreendente. Mas se deixado repousar por 90 minutos, ele se transforma. Vale dizer que a areação é fundamental para este vinho. Se guardado por mais uns anos, certamente ganhará muito mais complexidade.

O Leucura Cota 200 2008

Duorum O. Leucura Cota 200 Reserva 2008, com 92 pontos;

Vinho que foi engarrafado em 2011, originário de vinhas que estão a 200 metros de altitude. O blend estagia por 24 meses em barricas de carvalho francês (70% novas e o restante de segundo e terceiro uso) e possui graduação alcoólica de 14%. É um vinho que precisa de mais ou menos uns 90 minutos para se mostrar, então apresenta elegância em boca, textura cremosa e ótimo final. Torna-se cada vez mais impressionante com a aeração. É um vinho gastronômico.

*fonte eRobertParker.com #219

 

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