Linha Bodega Vieja Suave chega ao Brasil

Que os brasileiros apreciam os vinhos chilenos não há dúvidas, já que nosso vizinho mantém-se no topo das importações há tempos, sendo responsável por 46% de todo o vinho importado que entrou no Brasil em 2014, segundo dados da Product Audit International. Para completar o portfólio de tipos de vinhos chilenos no país, as importadoras Porto a Porto e Casa Flora apresentam dois exemplares da linha Bodega Vieja Suave, branco e tinto.

Os vinhos Bodega Vieja Suave têm origem em vinhedos selecionados no Vale Central do Chile, que se caracteriza por estações bem definidas com inverno frio e chuvoso e verão seco e quente, com temperaturas altas durante o dia e moderadas ao entardecer. As uvas amadurecem por completo graças à excelente exposição ao sol, ao verão seco e a ausência de chuva no momento da colheita. A proposta da vinícola é preservar a tipicidade da fruta, então a fermentação ocorre em tanques de inox com temperatura controlada, os vinhos não passam por barrica e são engarrafados jovens. Todos estão prontos para o consumo.

Branco e tinto

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O Bodega Vieja Suave branco é elaborado com as uvas Sauvignon Blanc, Moscatel e Chardonnay. Apresenta coloração amarelo palha brilhante, aromas florais intensos que se mesclam com suaves notas de frutas tropicais e cítricas, especialmente de grapefruit. Em boca, é frutado, levemente adocicado e com acidez balanceada. É recomendado como aperitivo e para acompanhar saladas e queijos. Deve ser servido entre 10 e 12ºC.

 

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Elaborado com Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot e Carmenère, o Bodega Vieja Suave tinto apresenta coloração vermelho rubi, com aromas que lembram frutas vermelhas maduras, com notas de caramelo e geleia de pêssego. Em boca, é suave, levemente adocicado e fácil de beber. Harmoniza com massas, carnes vermelhas e queijos. Deve ser servido entre 16 e 18ºC.

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Vinho para primavera: Le Rosé de Floridene

Para celebrar o início de primavera um vinho elegante e delicado, o vinho rosé francês Le Rosé de Floridene. Elaborado por Denis Dubourdieu, feito na região de Graves, em Bordeaux, é um corte das uvas Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%). Visualmente é rosa pálido, possui elegantes aromas de frutas cítricas (como maracujá) e frutas vermelhas (como cassis e morango), além de notas tostadas e minerais. Em boca é seco, com acidez marcada e muito saboroso. Para harmonizar, sugere-se risoto de frutos do mar e queijo brie, terrines agridoces com peixes brancos ou macarrão com brócolis e azeite trufado.

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O vinho é um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot.

O produtor Dennis Dubourdieu é tido como o mestre que revolucionou os métodos de elaboração de vinhos brancos. Ele e sua esposa Florence são descendentes de famílias tradicionais da região de Bordeaux. Com a ajuda do seu filho Frabrice, engenheiro em enologia, eles produzem vinhos em aproximadamente 100 hectares. Atualmente a família faz vinhos nas regiões de Sauternes, Graves e Premières Cotes de Bordeaux. O vinhedo mais antigo é o Château Doisy-Daëne, adquirido em 1924. O Clos Floridene, em Pujols sur Ciron, na área de Graves, começou a ser ampliado progressivamente pelo casal a partir de 1982, através da compra sucessiva de diversas terras localizadas nos melhores solos da vinicultura.

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Como é feito o azeite de oliva?

As oliveiras, a árvore das azeitonas, têm uma história tão antiga e rica quanto a das videiras que dão as uvas. Relatos e evidências arqueológicas comprovam que elas já eram cultivadas muito antes de Cristo – há registros que datam de mais de 6.000 anos – reforçando que azeite e vinho são delícias conhecidas desde que o mundo é mundo.

Na Bíblia há uma bela passagem que conta que, após o dilúvio, quando Noé enviou a segunda pomba para verificar o nível das águas, o pássaro voltou com uma folha de oliveira e assim ele soube que poderiam sair da Arca. Por isso também, a folha de oliveira passou a ser considerada símbolo da paz.

As oliveiras são árvores comuns na região do Mediterrâneo, pois elas gostam de clima seco e quente, além de muita luminosidade. É uma árvore que cresce lentamente e que começa a dar frutos entre 5 e 10 anos, mas atinge a plenitude só depois dos 20. Elas são centenárias – algumas são até milenares – e produzem frutos de qualidade a vida inteira, mas com irregularidade depois dos 35 anos.

Ancient Olive Tree in Pelion Greece
Muitas oliveiras são centenárias e existem até milenares.

Do fruto na árvore até a garrafa de vidro na sua mesa, o caminho é longo, mas deve ser feito rapidamente para manter a qualidade. Isso porque quanto menos demorar o processo entre a colheita e a extração do azeite, menor o risco de fermentação e oxidação das azeitonas, o que resulta em um produto com qualidade superior.

Basicamente o passo a passo para a obtenção do azeite de oliva é:

1)as azeitonas são colhidas, manualmente ou através de máquinas – a segunda opção é mais frequente, mas assim como no caso das uvas, a colheita manual produz azeite de qualidade superior.

2)são cuidadosamente transportadas para evitar que a pele se rompa;

3)vão para um processo de lavagem, retirada de galinhos e folhas, etc;

4)em seguida, para a moagem, onde os frutos são triturados até formarem uma massa oleosa;

5)então é feita a extração do azeite, a grosso modo, o processo de separar a água do azeite;

6)o azeite segue para engarrafamento e distribuição.

7)o azeite chega a sua mesa;

 

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Mãe do Vinagre

Foto do Blog Come-se: http://come-se.blogspot.com.br/
Foto do Blog Come-se: http://come-se.blogspot.com.br/

Você já deve ter ouvido falar que alguns vinhos, principalmente tintos, podem apresentar uma espécie de borra na garrafa, que na verdade são micropartículas que se unem e formam partículas maiores, em um fenômeno que se chama polimerização. Apesar de não ser defeito do vinho e não alterar o sabor da bebida, além de não fazer mal à saúde, algumas pessoas sentem-se incomodadas com esse resíduo. Para essas, um decanter ou uma pequena peneira resolvem o problema.

Algo semelhante, porém com explicação diferente, acontece nos vinagres, especialmente nos balsâmicos: a formação de uma substância viscosa e gelatinosa inicialmente na superfície do líquido que está amadurecendo em toneis que, conforme aumenta de peso, tende a se precipitar – a chamada madre ou mãe do vinagre. Mas como e por que ela se forma?

Vinagre nada mais é que vinho acetificado devido à absorção de oxigênio, ou seja, o resultado de uma reação química. Ainda no século XVIII, pensava-se que a “mãe do vinagre” era o resultado da transformação do álcool em ácido acético, mas graças ao químico francês Lavoisier hoje sabemos que ela é a causa e não a consequência, já que sem a participação da bactéria acética não há vinagre. Ou seja, é a mãe do vinagre que origina o vinagre.

Há relatos de casos em que a “mãe do vinagre” aparece no produto já embalado para consumo quando todas as reações químicas já deveriam ter ocorrido. A explicação é basicamente a mesma da borra dos vinhos: em alguns casos de vinagre balsâmico, por exemplo, que amadurece bastante tempo em contato com o carvalho, as garrafas podem ter sido preenchidas com a parte final do tanque, que geralmente contém mais resíduo. Esse resíduo, por sua vez, facilita a criação da mãe do vinagre – o que é mais uma prova de que se trata de um produto de fermentação natural. Em alguns países da Europa, por sinal, o vinagre que contém a mãe é comercializado mais caro, por ser um produto diferenciado.

A vantagem para quem “acha” esse resíduo na garrafa, é que se pode fazer vinagre em casa a partir dele. A nutricionista e pesquisadora Neide Rigo, do Blog Come-se, do Jornal O Estado de S. Paulo, escreve sobre importância da mãe do vinagre e dá dicas preciosas sobre o produto aqui.

Quer saber mais sobre o aceto balsâmico e os produtos da Paganini disponíveis no Brasil, clique aqui.

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Nederburg Auction: o maior leilão de vinhos do Novo Mundo

 

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Nederburg Auction, o maior leilão de vinhos do Novo Mundo.

Hoje e amanhã (12/9) acontece a 41ª edição do maior leilão de vinhos do Novo Mundo, o Nederburg Auction, em Paarl, na África do Sul. A colunista de vinhos Alexandra Corvo está lá e falou sobre o leilão, os vinhos sul africanos, e especialmente sobre os vinhos da Nederburg, durante toda essa semana em seu programa na BandNews FM. Aqui está o link com os áudios disponíveis: http://bandnewsfm.band.uol.com.br/Colunista.aspx?COD=242

Desde 1975 a Nederburg promove esse evento para divulgar o vinho local, mostrar ao mundo os avanços do país em vitivinicultura e viabilizar a venda de safras antigas e recentes. Além disso, o leilão tem cunho beneficente: algumas vinícolas participantes doam rótulos especiais para venda; os valores arrecadados, esse ano, serão destinados à Fundação Hope Through Action e ao Centro Breytenbach. Os vinhos da vinícola Nederburg são trazidos ao Brasil pelas importadoras Porto a Porto e Casa Flora.

 

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A rolha

Peço um vinho, o garçom tira a rolha e a deixa sobre a mesa. O que fazer?

Nada! Apesar de muitas pessoas teimarem em “cheirar” a rolha, inúmeros especialistas dizem que esse ato não faz diferença nenhuma para você saber se o vinho está saudável ou não, muito menos que você conseguirá descrever o vinho através das impressões da rolha.

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Pode-se guardar o vinho depois de aberto?

Sim, se for por pouco tempo e ela estiver bem vedada. Vinho é uma coisa viva e a partir do momento em que se abre a garrafa o oxigênio começa a agir sobre a bebida. Isso é ótimo, pois abre aromas e melhora a percepção. Mas depois de algumas boas horas, o vinho começa a oxidar e isso pode não ser tão bom assim. Hoje existe no mercado muitas versões de vinhos em 375 ml, o ideal para quem não quer consumir uma garrafa inteira. Se não tiver outro jeito e você não der conta da de 750 ml, use aqueles aparelhos de retirar o ar da garrafa e guarde-a na porta da geladeira. Existem vinhos que aguentam meses depois de abertos, como é o caso de alguns fortificados, como Madeira e Jerez. Mas isso é assunto para um próximo post!

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Por que girar a taça de vinho?

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Geralmente, quando se está degustando um vinho, girar a taça faz com que os aromas “se abram”, ou seja, que eles se dissipem pelo ar e você consiga senti-los melhor. É como passar o vinho por um decanter, respeitadas as devidas diferenças: o líquido entrará em contato com o oxigênio e os aromas ficarão mais perceptíveis. Vale lembrar que não se deve fazer isso com espumante ou champanhe, pois nesses casos os aromas e as bolhas são muito delicados.