Champanhe e espumante: da entrada à sobremesa.

Foto Hither and Thither
Foto Hither and Thither

As temperaturas podem estar mais amenas comparando-se ao começo do ano, o horário de verão acabou, mas o outono ainda demora para começar e os termômetros chegam aos 30 graus fácil pelo Brasil inteiro. Pensamos então em sugerir algumas maneiras para você passar bons momentos se refrescando à mesa. Para essas ocasiões, nada melhor que champanhe ou espumante na temperatura correta, vinhos que acompanham uma refeição da entrada à sobremesa e que vão muito além de festas ou comemorações.

“São vinhos que podem e devem acompanhar um almoço ou um jantar do começo ao fim. Em sua grande maioria, os pratos que vão bem com vinhos brancos combinam com champanhe e espumantes brut. A acidez de um prato como ceviche, por exemplo, vai de encontro a acidez desse estilo de vinho e a combinação é perfeita”, explica o enófilo e consultor de vinhos da Porto a Porto, Flávio Bin.

Basicamente pratos com sabor mais acentuado pedem champanhes e espumantes mais encorpados e com estrutura firme; receitas mais leves e aromáticas, pedem opções mais leves e frescas. Entre as sugestões de harmonização estão ostras, caranguejo (temporada só até março), siri, bolinho de bacalhau, culinária japonesa quente ou fria, receitas apimentadas em geral e queijos brancos não muito maturados.

“Se a opção for uma refeição mais robusta, como leitão assado ou a pururuca, escolha um espumante mais encorpado. Nossa dica é o português 3B da Filipa Pato, pois esse é um prato típico da região da Bairrada e a harmonização clássica é justamente com espumante rosé. A acidez do vinho limpa o palato de toda a gordura”, ensina o enófilo.

A enóloga portuguesa Filipa Pato assina o espumante 3B.
A enóloga portuguesa Filipa Pato assina o espumante 3B.

Vai bem com o que?

Os espumantes Nieto Senetiner Brut e Veuve du Vernay Brut, argentino e francês, respectivamente, possuem acidez elevada e combinam com receitas à base de peixes e frutos do mar. 

O espumante argentino Nieto Senetiner Brut, feito de Pinot Noir.
O espumante argentino Nieto Senetiner Brut, feito de Pinot Noir.

 

Para acompanhar ostras nada melhor que um belo champanhe Deutz Brut Classic. Essa dupla funciona tão bem porque o solo da região de Champanhe é composto de giz e calcário, o que transmite à bebida um toque mineral que combina com o molusco.

O premiado premiado champanhe Deutz, 90 pontos no Robert Parker.
O premiado champanhe Deutz, 90 pontos no Robert Parker.

Se o prato do dia for um ceviche, a escolha pode ser o Cava Don Román Brut Rosé, pois ele é um pouco mais encorpado que os vinhos de sua categoria e harmoniza à perfeição. Esse cava também vai bem com receitas mais condimentadas. Para sobremesas à base de frutas, escolha o Cava Don Román Demi Sec.

Cava Don Román Brut Rosé, combinação excelente para ceviche.
Cava Don Román Brut Rosé, combinação excelente para ceviche.

Dicas

Para gelar um champanhe ou espumante que estava fora da geladeira em meia hora basta colocá-lo em um balde com água gelada e pedras de gelo – não precisa nem sal, nem álcool. No Brasil, serve-se o champanhe a 8ºC e o espumante entre 6 e 7ºC;

Bom saber que se o gargalo estiver gelado também será um pouco mais difícil retirar a rolha. Quem deixou horas na geladeira, por exemplo, vai ter mais dificuldade para abrir do que os optaram pelo balde com água e gelo.

Tente não espumar demais a bebida, pois quando ela perde gás, perde qualidade. A não ser que você vença um campeonato de Fórmula 1, não chacoalhe a garrafa.

A taça e o vinho estão em temperatura diferentes. Então, sirva dois dedinhos em cada taça para que o copo comece a gelar. Em seguida, complete com o líquido até a altura desejada. Isso vai evitar a espuma e preservará a qualidade.

Confira algumas dicas de espumantes e champanhe distribuídos no Brasil pelas importadoras Porto a Porto e Casa Flora.

3B Filipa Pato

Da região da Bairrada, em Portugal, o espumante é feito das uvas Baga e Bical pela produtora Filipa Pato. Apresenta aromas de morango, framboesa, fermento de pão e algum toque tostado. No paladar é seco, com grande cremosidade e muita fruta. 12,5% de álcool.

Espumante Nieto Senetiner Brut

Feito em Mendoza, na Argentina, 100% com a uva Pinot Noir, possui cor levemente salmonado e aromas de flores brancas, frutas maduras, toques minerais e de brioche. Possui acidez equilibrada, é seco e elegante. 12,5% de álcool.

Veuve du Vernay Brut

Trata-se de um espumante francês produzido na região de Bordeaux com as uvas Chardonnay, Ugni Blanc, Colombard e Gros Manseng. É um vinho levemente espumante com delicados sabores de maçã e pera. Paladar macio e longo. 11% de álcool.

Cava Don Román Brut

O espumante espanhol é feito das uvas Xarel-lo, Macabeo e Parellada, elaborado pelo método tradicional, ou seja, a segunda fermentação acontece na garrafa. A cor desse Cava é amarela palha com leves reflexos dourados. Os aromas lembram mel. Em boca, é fresco e equilibrado. 12% de álcool.

Cava Don Román Rosé Brut

Da região espanhola do Penedès vem esse Cava feito com a uva Trepat pelo método tradicional, ou seja, segunda fermentação na garrafa. A cor é cereja claro, os aromas lembram frutas vermelhas e é mais encorpado que os tradicionais. 12% de álcool.

Deutz Brut Classic

O premiado champanhe Deutz (90 pontos tanto no Robert Parker quanto na Wine Spectator) é feito na sub-região de Aÿ. Trata-se de um assemblage das uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay. A cor é dourada e profunda. Os aromas, muito expressivos com notas florais, brioches, amêndoas e frutos maduros, como peras. No paladar é frutado e muito persistente. Um champanhe de alta classe.

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