Justino's Madeira 3 anos Doce

Ficha técnica

  • País:
    Portugal
  • graduação alcoolica icone Produtor:
    Justino’s Madeira
  • graduação alcoolica icone Graduação alcoólica:
    19.00
  • região icone Região:
    Ilha da Madeira
  • uva icone Uva:
    Tinta Negra


O vinho Madeira é um dos fortificados mais longevos e sofisticados que se têm notícia e a Justino’s Madeira é líder de mercado nesse segmento. A Justino’s elabora exemplares com frescura ímpar, característica que se deve à acidez destacada que torna a percepção do açúcar agradável e equilibrada. O Justino’s Madeira dura mais de um ano depois de aberto (basta fechar bem a garrafa e guardá-la em pé, em temperatura ambiente). Isso significa que ele mantém-se melhor que o vinho do Porto e é uma excelente opção para ser servido em taça. Geralmente são elaborados a partir de um corte de uvas, sendo a Tinta Negra a mais utilizada, ou ainda a partir de uma única casta, como Malvasia, Boal, Verdelho, Terrantez e Sercial.

A ilha da Madeira

A ilha portuguesa da Madeira forma um arquipélago com a Ilha de Porto Santo e com as Ilhas Deserta e Selvagens no Oceano Atlântico. Desde que os primeiros colonizadores pisaram em terra eles estavam acompanhados de mudas de videiras que existiam no Norte de Portugal, entre elas, a Malvasia. O relevo acidentado faz com que as uvas sejam plantadas no sistema latada, ou seja, as plantas ficam paralelas ao chão e as uvas são colhidas manualmente - é na Ilha da Madeira aquela impressionante paisagem que lembra escadas nas montanhas. O solo de origem vulcânica, a proximidade com o mar e o processo único de produção são alguns dos fatores responsáveis pelas características exclusivas do vinho Madeira. Tradicionalmente, o processo de fermentação é interrompido pela adição de álcool vínico. O momento em que essa adição acontecerá é o que determina o estilo e o grau de doçura do vinho pretendido: seco, meio seco, meio doce e doce.

Vinho Torna a Viagem

Nos primórdios da história vinícola da Ilha da Madeira, os toneis de vinhos eram transportados nos porões dos navios durante as longas viagens marítimas. As temperaturas lá embaixo chegavam aos 60 graus e quando acontecia de o vinho retornar à Europa, verificava-se que ele era muito melhor do que aquele enviado no começo da viagem, pois as altas temperaturas e o balançar do navio acabaram conferindo características únicas e interessantes à bebida. A partir de então, toneis de Vinho Madeira eram despachados para uma voltinha de navio unicamente para enriquecer em aromas e sabores. Esse vinho ficou conhecido como Vinho da Roda ou Torna a Viagem. Hoje a mesma situação é simulada por dois processos de envelhecimento: Canteiro e Estufagem.

Quanta história cabe em uma garrafa?

Se for uma garrafa de vinho Madeira, muitas. Entre elas, a seguinte: no século XV, o nobre inglês George, Duque de Clarence, tentou roubar o lugar do seu irmão, que por acaso era o Rei Eduardo IV, e foi condenado à morte. Eis que seu último pedido foi dramático: morrer afogado em um tonel de Vinho Madeira da uva Malvasia. Outra história famosa envolve o autor inglês William Shakespeare e a peça Henrique IV, na qual o personagem fanfarrão Falstaff é condenado por vender sua alma em troca de uma perna de frango e um cálice de Vinho Madeira.

A declaração de independência dos Estados Unidos, já no século XVIII, foi brindada com um cálice de Vinho Madeira por Thomas Jefferson e, de certa forma, a tradição se mantém em todo 4 de Julho. Outra passagem célebre inclui Napoleão Bonaparte. O cônsul inglês H. Veitch ofereceu ao imperador capturado um tonel de vinho Madeira, quando ele estava a caminho do exílio em Santa Helena. Mas Napoleão não bebeu o vinho, talvez por receio de que estivesse envenenado, e a bebida acabou voltando à ilha a pedido dos comerciantes de Funchal. Em 1840 esse vinho foi engarrafado com o nome de Battle of Waterloo e Winston Churchill foi um dos poucos presenteados com uma garrafa em 1950.


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