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Pinot Noir: uva símbolo da Borgonha produz vinhos elegantes e cobiçados
Pinot Noir é quase um sinônimo para vinho tinto elegante e sofisticado. Sua fama é justificada: alguns dos melhores rótulos do mundo são produzidos com essa variedade tinta, a começar pelos cobiçados Pinot Noir da Borgonha que, segundo muitos especialistas e apreciadores, representam o máximo da expressão dessa uva.
Atualmente, é uma das castas mais cultivadas no mundo inteiro, sobretudo nos Estados Unidos, na Alemanha (onde é conhecida como Spätburguder), na Itália (Pinot Nero), mas também na Argentina, Chile, Austrália e Nova Zelândia.
É usada para elaborar vinhos varietais e também os Champagnes ao lado de Pinot Meunier e Chardonnay. É muito apreciada por produzir vinhos que amadurecem muito bem e que possuem potencial de guarda.
Origem e história da Pinot Noir
Já ficou conhecida com outros nomes e a primeira menção remonta ao final do século XIII na França. No final da Idade Media começa a aparecer também fora da França já com o nome Pinot Noir. Sua origem, contudo, é tema de discussão entre historiadores e ampelógrafos.
Características da Pinot Noir
Bastante aromática se destaca pelas notas de cereja, framboesa e mirtilo nos rótulos jovens. À medida que amadurecem em barrica ou em garrafa, os melhores vinhos adquirem notas de evolução como sous-bois (chão de floresta), trufas e cogumelos secos, aromas raros e muito apreciados.
Os taninos costumam ser redondos e a acidez, que entrega frescor ao vinho, bastante elevada. Pela complexidade, alguns dos rótulos mais premiados, como os grands crus da Borgonha (classificação máxima dos vinhedos desta região), costumam ter preços elevados.
Por ser cultivada no mundo inteiro, há muitas diferenças regionais que dependem do terroir. No clima frio, se destacam aromas de mirtilo, já em climas quentes, notas de ameixa-preta são mais comuns. No Chile e Argentina, onde também está disseminada, pode ser encontrados perfumes de framboesa e cravo.
Com quais comidas combina a Pinot Noir
Os tintos de Pinot Noir jovens, com nenhuma ou pouca passagem por barrica, são excelentes com massas ao sugo, pizzas, antepastos e até peixes como bacalhau assado.
Já os Pinot Noir mais envelhecidos possuem mais estrutura, corpo e complexidade aromática para acompanhar comidas ricas como ensopados de carnes: uma das combinações clássicas é o famoso boeuf bourguignon.