88 produtos encontrados
O Chile é um país da América do Sul que ocupa uma longa e estreita faixa costeira entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. São mais de quatro mil quilômetros de comprimento e, em média, 175 quilômetros de largura.
O clima é extremamente variado: árido ao norte, onde está o Deserto do Atacama; mediterrâneo com elevada seca no verão, na área central; em direção ao sul, ocorre queda da temperatura e aumento de precipitações e o extremo sul, devido à grande altitude, é dominado pelo clima subpolar. A geografia exuberante possibilita inúmeros terroirs e uma produção de vinhos de alta qualidade.
A imensa Cordilheira dos Andes - com extensão de mais de 7 mil metros e altura média de 4 mil metros (sendo que o ponto mais alto fica no Aconcágua, com 6.962 metros) – é extremamente importante, pois retém as chuvas que vem do Oceano, favorece a irrigação com a água do desgelo e ainda propicia brisas à noite, o que permite amplitude térmica e excelente desenvolvimento das uvas.
Paralela aos Andes está a Cordilheira da Costa, que também atenua as brisas e neblinas vindas do mar – a altitude média é de 2 mil metros.
Qual é a história do vinho chileno?
Assim como em muitos outros países do mundo, a história da vitivinicultura chilena está relacionada à produção de vinho para a celebração de missas religiosas – foi para suprir essa necessidade que as primeiras vinhas europeias foram enviadas ao país, ainda no século XVI. Inicialmente, os espanhóis comandaram a produção e, em seguida, os imigrantes italianos se encarregaram da vitivinicultura.
Mas foi apenas no século XIX que os franceses chegaram com novas técnicas, tanto no vinhedo quanto na adega, que possibilitaram um avanço significativo na qualidade dos vinhos.
Já no século XX, alguns países do mundo boicotaram o vinho chileno em protesto ao golpe militar que o país sofreu nos anos 1970. Apenas nos anos 1990 o Chile voltou a ter uma economia estável e a atrair investimento externo.
Quais são as uvas chilenas para vinhos?
Até o final dos anos 1980 a uva mais plantada ainda era a nativa País (conhecida também como Criolla Chica ou Mission), na época considerada inferior às castas chamadas internacionais. Posteriormente os produtores começaram a apostar na qualidade das uvas francesas.
As vinhas europeias, principalmente francesas, são a espinha dorsal da produção dos vinhos chilenos. Apesar de a Carménère ser a mais famosa, a mais plantada é a tinta Cabernet Sauvignon. Variedades como Sauvignon Blanc, Chardonnay e a a tinta Pinot Noir também se destacam.
Em geral, o Chile tem pouca dificuldade para o cultivo de uvas, pois, devido ao degelo dos Andes, a água de irrigação é abundante. O país também tem baixa umidade e, por isso, poucas doenças fúngicas.