Alemanha

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A história dos vinhos da Alemanha é uma história de altos e baixos. Alguns dos vinhedos mais famosos remontam à Idade Média, especificamente ao século XII.

No início do século XVI os vinhos alemães já eram altamente exportados, o que era facilitado pela proximidade com o rio Reno, uma das vias navegáveis mais importantes da Europa.

A indústria entrou em declínio no século XVII pela intensificação das plantações de cereais para a fabricação de cerveja ou pão. Por isso, os vinhedos foram “empurrados” para as costas mais íngremes.

Muitas vinhas de espécies diferentes ainda eram cultivadas lado a lado no final do século XIX e a produção de vinhos parou quando a filoxera chegou ao território, fazendo com que muitas variedades de uvas desaparecessem.

A produção de vinhos se recuperou e, no fim do século XIX, os melhores vinhos de Rheingau alcançaram preços tão altos quanto os melhores Bordeaux.

Já no século XX, também por causa das duas Grandes Guerras Mundiais os alemães começaram a produzir grandes volumes de vinhos baratos.

A imagem dos produtos ficou comprometida nos outros países, incluindo o Brasil, pela massificação de vinhos como o Liebfraumilch, conhecido por aqui como vinho da garrafa azul.

Em 1971, uma Lei estabeleceu as bases para a produção moderna dos vinhos da Alemanha e nas últimas décadas a qualidade aumentou muito, sendo que o país se tornou referência em vinhos brancos, principalmente os elaborados com a uva Riesling.

Como é o terroir da Alemanha?

O clima da Alemanha é continental, frio e úmido. Quanto mais ao norte, mais as condições climáticas serão extremas e instáveis. O sul possui clima ensolarado e quente, sendo que os vinhos de qualidade se originam no sudoeste do país, em torno dos rios Reno e Mosel.

O aumento das temperaturas médias ocasionado pelo colapso climático mundial, “beneficiam” os viticultores alemães, pois as uvas conseguem amadurecer com mais facilidade e a ameaça de podridão deixou de fazer parte da rotina.

A maioria dos vinhos alemães de qualidade consegue equilibrar doçura e acidez. E justamente pela acidez pronunciada muitos brancos são longevos.

Existem muitos tipos de solos propícios para o cultivo de uvas na Alemanha, com destaque para o loess (um solo fértil formado através da ação dos ventos) e greda (variedade de argila macia, friável, mais ou menos arenosa, que contém sílica). Além deles, existem os solos de calcário, arenito, marla, argila, ardósia, granito e vulcânico.

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