Dia da Pizza – 30 anos

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Há 30 anos comemora-se o Dia da Pizza no Brasil!

O dia 10 de julho foi instituído no Brasil, desde 1985, como o Dia da Pizza. Não é que nós, brasileiros com muita afinidade com a cultura italiana, precisamos de um dia oficial para se deliciar com a redonda, mas a existência dessa data é um motivo a mais para celebrarmos em torno da mesa. Afinal, quando o assunto é gastronomia, é uma delícia quando tudo acaba em pizza.

As origens de um disco de massa com molho de tomate assado no forno divide opiniões: uns acreditam que a ideia foi dos egípcios e outros afirmam que foi dos gregos. De qualquer maneira, nos primórdios a pizza não era bonita, nem crocante, nem saia do forno com fumacinha como acontece hoje em dia; naquela época, ela parecia um pão sírio sem cobertura. Eis que a receita chegou à Itália via Nápoles e os italianos acrescentaram tomate, mozarela e azeite de oliva. E, enfim, a pizza ganhou o mundo.

Para comemorar esses 30 anos de Dia da Pizza, nosso consultor Flávio Bin harmonizou vinhos da Porto a Porto com três sabores clássicos: Margherita, Portuguesa e Calabresa.

Cefiro Sauvignon Blanc
Branco chileno de Sauvignon Blanc: um dos indicados para harmonizar com a Margherita.

A história conta que a Margherita foi criada para comemorar a unificação da Itália e batizada assim em homenagem à rainha Margherita – os ingredientes são as cores da bandeira do país. Para harmonizar, escolha um vinho branco com boa acidez, que vai combinar com a acidez do tomate e o frescor do manjericão. Temos três sugestões: Cefiro Sauvignon Blanc (vinho chileno, elaborado no famoso Vale de Casablanca); Tons de Duorum branco (português feito com as castas Viosinho, Rabigato, Verdelho, Arinto e Moscatel) e Velante Pinot Grigio IGT (do produtor italiano Bertani, feito 100% com a uva Pinot Grigio).

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Para a Portuguesa, espumante brut da Bairrada.

Apesar do nome, a Portuguesa é brasileiríssima. Dizem que os imigrantes italianos às vezes levavam suas pizzas para assar nos fornos das padarias dos portugueses, daí o nome e a fama. Harmonizar vinho aqui é um desafio, já que presunto, ovo, cebola e azeitona não são ingredientes lá muito amigáveis. Mesmo assim, temos duas sugestões: o espumante Bairrada Brut (português elaborado com a uva Maria Gomes) ou o vinho branco Marquês de Borba (alentejano elaborado com as uvas Arinto, Robo de Ovelha e Roupeiro).

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Para a Calabresa, o tinto MT Ribeira del Duero.

Já a ideia de tornar a Calabresa o ingrediente principal é dos norte-americanos. A dica do sommelier para a harmonização é um vinho tinto de corpo médio. Nossa aposta é o tinto MT Ribera del Duero 2013, 100% Tempranillo, que amadurece por cinco meses em barricas de carvalho (70% francesa e 30% americana). Em boca, é seco, frutado e com taninos finos, resultando em um vinho muito equilibrado.

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