Se você é um apreciador de vinhos, com certeza já deve ter se deparado ou tomado algum vinho mineral. Mas o que é essa tal de mineralidade que pode ser encontrada em alguns rótulos, sobretudo brancos?
“Este tema é hoje um dossier muito discutido e investigado no mundo científico e não existe nenhuma indicação objetiva e clara para explicar a mineralidade nos vinhos”, explica João Soares, enólogo da renomada vinícola portuguesa Caves Messias.
Alguns fatores contribuem para os aromas minerais do vinho, de acordo com Soares: solos graníticos e de xisto, uvas específicas como a portuguesa Encruzado, locais de climas mais frios ou com interferência Atlântica, e o processo de vinificação.
Apesar de os viticultores garantirem que aromas e sabores do solo passem para a bebida e vinhas com muitas pedras produzam frequentemente vinhos nos quais encontramos mineralidade, este fato ainda não foi respaldado por provas científicas.
Vinhos minerais, porém, existem. Um ótimo exemplo é o Quinta do Penedo branco, elaborado na região do Dão, em Portugal, que se destaca por ter belos aromas e sabores que remetem a pedra, seixo, giz e talvez metal.
Segundo Harvey Steiman, editor da revista Wine Spectator, o aroma característico da mineralidade muitas vezes lembra o sol quente nas pedras do rio ou a chuva quente nas pedras.
“Realmente não sabemos exatamente como as fermentações podem transformar as uvas em sabores reconhecíveis de frutas, flores e especiarias, mesmo que não estejam presentes nas uvas cruas. Mas certas moléculas aromáticas encontradas no vinho são as mesmas que nos identificam cerejas, rosas ou canela. A pesquisa pode eventualmente determinar quais moléculas ou compostos químicos produzem mineralidade. Mas sabemos que os minerais dos solos afetam a química das uvas, o que pode realçar certos sabores no vinho final”, escreveu Steiman em sua coluna.
Quinta do Penedo branco

Este vinho branco da Caves Messias é produzido na homônima vinha, a Quinta do Penedo, que tem 20 hectares e se encontra no coração da Região Demarcada do Dão, ao norte de Portugal. A sua origem como vinha remonta ao ano de 1930, pela mão do General Santos Costa, tendo permanecido na família até 1998, ano em que foi adquirida pela Messias e foi reestruturada.
Ali são produzidas castas tintas como Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz, Jaen, Tinto Cão, e a branca Encruzado que produz vinhos encorpados, se presta bem ao envelhecimento em madeira e cujos melhor rótulos podem evoluir na garrafa por até 30 anos.
O Quinta do Penedo é um vinho de grande potencial gastronômico, com aromas minerais e notas de flores frescas. Em boca, possui boa acidez e final prolongado. É perfeito como aperitivo e para acompanhar risotos.
Como comprar o Quinta do Penedo
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