Mitos e verdades sobre os vinhos

mitos e verdades sobre vinhos

Descubra se você está por dentro dos mitos e verdades do mundo dos vinhos!

Vinho branco com peixe e tinto com carne?

Não. Esse é um dos mais propagados mitos do mundo dos vinhos. Genericamente, vinho branco é mais leve e então irá acompanhar peixes, que são pratos mais delicados, e os tintos irão escoltar pratos com costela bovina, por exemplo, pois carne vermelha com vinho branco deixa um certo sabor de alumínio na boca. Porém, para combinar vinho e comida a dica é: experimente, porque tem muito vinho branco e rosé estruturado que fica uma delícia com mignon de porco e tinto com bacalhau. Não tenha medo de errar.

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Pode-se guardar vinho depois de aberto?

Sim. Por pouco tempo na maioria dos casos, mas pode. Um tinto, por exemplo, bem vedado, aguenta uns três dias em geladeira. Brancos e rosés podem durar até dois dias no refrigerador, mas nesses casos aconselha-se não demorar tanto para beber para preservar aromas e sabores, já que são mais voláteis que os tintos. Espumante não pode: tem que tomar assim que abre, pois eles perdem o gás. Um vinho do Porto e Sauternes aguenta aproximadamente um mês depois de aberto e os fortificados da Ilha da Madeira duram um ano.

Deve-se cheirar a rolha depois de abrir o vinho?

Não. Por mais que muito sommelier famoso faça isso, cheirar a rolha não quer dizer nada, além de ser uma cena desagradável. A rolha pode indicar que o vinho está com algum problema e mostrar como está o estado de conservação de vinhos que ficam 20 anos na adega, por exemplo. Porém, pode acontecer de uma rolha estar excelente e o vinho estragado, e vice-versa.

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Vinho respira?

Sim. Vinho é um produto vivo e respira em duas situações: quando você gira a taça ou quando usa um decanter. Em ambas você coloca o líquido em contato com o oxigênio e facilita a dissipação de compostos voláteis, fazendo com que os aromas apareçam mais facilmente.

Em vinho fino doce vai açúcar?

Não. Pelo menos, não nos de qualidade. O que acontece é que a uva, como toda fruta, tem açúcar. E é justamente por isso que existe vinho, porque as leveduras que estão na casca da uva “comem” o açúcar e o transformam em álcool – o que chamamos de fermentação. Às vezes, em alguns estilos de vinhos, a fermentação acaba e ainda sobra um pouco de açúcar (o chamado açúcar residual), que determina a doçura da bebida.

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Quanto mais velho o vinho melhor?

Não. Ou melhor, nem sempre. Saiba que quase todos os vinhos produzidos no mundo são elaborados para consumo em até 8 anos e menos de 5% são chamados de guarda, aqueles que irão evoluir muito bem ao longo dos próximos 20, 30, 40 anos ou mais. Porém, esses envelhecidos geralmente não são acessíveis para a maioria, já que os valores atingem facilmente quatro dígitos.

Vinho morre?

Sim. Ele reage em contato com o oxigênio, então se ficar muito tempo em contato com o ar irá se tornar um saboroso vinagre. (Dica: caso aconteça, use para cozinhar, não jogue fora).

Todo espumante é champagne?

Não. Champagne apenas os produzidos na região homônima, na França, por determinação das leis francesas. No resto do mundo, chama-se espumante, seja um Cava, um Prosecco ou um Asti.

Os espumantes podem ser utilizados para combinar com toda uma refeição?

Sim. Geralmente os de estilos Brut, ou seja, secos, têm capacidade de escoltar uma refeição, do prato principal até o último prato salgado. Esses são vinhos caracterizados principalmente pela acidez e é ela a responsável por limpar o palato entre uma garfada e outra.

Vinho Verde é verde?

Não. Vinho Verde é uma Denominação de Origem de Portugal, na região do Minho, noroeste do país. Lá elaboram-se Vinhos Verdes brancos, rosés ou tintos. Uma das hipóteses para o nome é que a região possui vasta e rica vegetação e outra versão diz que é porque os vinhos devem ser consumidos assim que vão ao mercado. Independente do nome, são vinhos muito frescos e gastronômicos.

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