No fim das contas, é essa a informação que leva muita gente a procurar a ficha técnica de um vinho. Mas por que o fato de o vinho ter passado ou não por barrica faz diferença? Entenda!
A madeira e a micro-oxigenação
Resumidamente, é assim: a madeira, mais especificamente o carvalho, possui propriedades singulares que promovem o que os especialistas chamam de micro-oxigenação, ou seja, o vinho entra em contato com micropartículas de oxigênio durante o tempo em que estagia em madeira.
Essa micro-oxigenação promove o afinamento dos taninos, o que quer dizer que algumas moléculas de oxigênio e de tanino se ligam, ficam mais pesadas e vão parar lá no fundo da barrica (uma explicação simplista para um processo complexo).
Assim, quando o vinho vai para a garrafa, só restam os taninos finos, macios e sedosos que deixam qualquer degustador maravilhado. Além dessa “maciez”, o tempo em barrica confere alguns aromas adicionais à bebida, dependendo do tipo de tostagem pela qual tenha passado a madeira: de baunilha, passando por café e chocolate e chegando a pão torrado.

Por que vinho que passou por barrica geralmente é mais caro?
Primeiro que um barril de carvalho novo é bem caro, algo em torno de 800 dólares. Depois de 5 ou 6 usos ele já é considerado velho e, por não aporta mais ou quase mais aromas ou sabores, serve apenas para estocar bebidas como whisky ou vinhos fortificados que precisam de décadas de envelhecimento.
As barricas geralmente possuem capacidade para 225 litros, o que torna toda essa experiência bastante dispendiosa. Isso sem falar sobre o tempo e a arte que é construir uma barrica…
Por que as barricas são de carvalho?
O carvalho é a madeira preferida para a confecção de barricas para vinhos (e outras bebidas) por causa de sua força e leveza ao mesmo tempo – além da maleabilidade. A estrutura celular desse tipo de madeira possui componentes com sabores que contribuem para o vinho. Outras madeiras já foram testadas, mas não alcançaram o sucesso que o carvalho proporciona.