Todo mundo que gosta de vinho já ouvir falar dele, mas nem todos sabem o que é. Tanino é uma substância que se encontra naturalmente em algumas plantas ou frutas, como maçã, romã, nozes, cacau, canela, feijão e… uvas.
É essa a substância responsável pela careta que a gente faz quando o vinho parece uma banana verde que amarra, mas também é ele o responsável pelos benefícios antioxidantes que são atribuídos aos vinhos.
Segundo especialistas, os taninos são capazes de precipitar proteínas e, como temos muitas proteínas na saliva, logo essa interação dá aquela sensação de adstringência.
Já os benefícios dos efeitos antioxidantes, foram observados por cientistas em relação à diminuição dos problemas cardiovasculares e ainda o auxílio no combate ao envelhecimento celular.
Os taninos, quando bem domados, são os responsáveis pela estrutura e complexidade de um vinho e, junto com a acidez, pela longevidade da bebida.
Um bom vinho deve ter taninos redondos, também definidos como macios ou finos, isto é, não podem gerar uma exagerada sensação de adstringência na boca, pois isso torna a bebida desagradável.
Os vinhos com mais tanino
Algumas uvas apresentam taninos mais marcantes que outras. A Tannat, uva muito difundida no Uruguai, é conhecida pela grande quantidade de taninos.
A italiana Nebbiolo, usada para produzir os famosos Barolo e Barbaresco, também é uma uva bastante tânica, ao ponto que esses vinhos precisam de alguns anos de amadurecimento em carvalho para se tornarem mais macios.
Outras uvas com taninos marcantes são a espanhola Tempranillo e a portuguesa Touriga Nacional.
Vinhos com muitos taninos são excelentes para acompanhar churrasco, pois essa substância se combina muito bem a gordura das carnes vermelhas.